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OMS apresenta relatório sobre a nutrição mundial


OMS apresenta relatório sobre a nutrição mundial

O relatório sobre a nutrição mundial relativo ao ano passado, que traça os progressos e investimentos no quadro nutricional e identifica as dificuldades a serem superadas, é lançado na quarta-feira, em Genebra, Suíça.
O relatório, produzido por duas agências especializadas das Nações Unidas, a OMS e a FAO, e pelo Instituto de Graduação Internacional, Desenvolvimento e Estudos, com sede na Suíça, é uma compilação de dados internacionais apresentados na Segunda Conferência Internacional de Nutrição, realizada em Novembro, em Roma. O relatório inclui um estudo de casos de acções nacionais e regionais apresentadas na conferência e as metas das organizações sobre a temática até 2025.
Em 101 páginas, dados sobre desnutrição, indicadores de saúde e investimentos nacionais e internacionais em programas de alimentação salientam o quanto é necessário um forte compromisso das nações e organismos internacionais sobre as metas pós-2015.
O documento salienta que a boa nutrição é fundamental para se construírem vidas saudáveis, meios de subsistência fortes e economias prósperas.
O relatório alerta que na ausência de uma boa nutrição a construção de vidas saudáveis “é feita em areias movediças” e que “as crianças com atraso de crescimento não se desenvolvem adequadamente e em especial demonstram problemas de insuficiência cerebral e do sistema imunológico”. Mulheres desnutridas em idade reprodutiva não têm ferro suficiente no sangue para alimentar os músculos e muitos adultos apresentam tanto excesso de peso que colocam o seu coração e pulmões em stress extremo e podem ter diabetes, hipertensão e doenças cardíacas, lembra o documento.
A desnutrição leva a que 11 por cento do Produto Nacional bruto seja desperdiçado em consequência de mortes, menos aprendizagem na escola, menores salárrios e dias perdidos com doença.
As mães desnutridas são mais propensas a dar à luz recém-nascidos desnutridos, perpetuando a transmissão inter-geracional da pobreza. A desnutrição corrói o corpo, a economia e o futuro e a esperança de alcançar um desenvolvimento sustentável é prejudicada.
Na conferência sobre a nutrição no mundo, realizada 2013, em Londres, 96 representantes de Governos, organizações da sociedade civil, doadores, agências das Nações Unidas e empresas concordaram em apoiar a criação de um relatório anual sobre o assunto a ser criado por um grupo independente de peritos, em parceria com um grande número de colaboradores.
A primeira edição deste relatório, o de 2014, põe em evidência o progresso mundial de 193 países-membros da Organização das Nações Unidas.

Fonte: Jornal de Angola

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