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Missão de banco alemão estuda em Angola projeto turístico transfronteiriço Okavango/Zambeze


Missão de banco alemão estuda em Angola projeto turístico transfronteiriço Okavango/Zambeze

Uma missão de técnicos do banco alemão KFW e da Fundação Peace Park estão na província angolana do Cuando Cubango, no sudeste do país, para, junto das autoridades provinciais, estudar mecanismos para financiar as acções prioritárias inseridas no projecto turístico transfronteiriço Okavango/Zambeze, informa nesta terça-feira (27) o Jornal de Angola.

Durante cinco dias, a comitiva do banco KFW, principal doador do projecto, trabalha nos municípios do Cuito Cuanavale, Mavinga, Rivungo e Dirico, localidades que cobrem 87 mil quilómetros quadrados do território do Cuando Cubango, onde avalia os avanços no processo de desminagem, construção de infra-estruturas hoteleiras, vias de acesso e conservação sustentável da fauna e da flora.

O representante da KFW, Niles Meyer, disse durante um encontro com o vice-governador para o sector económico, Ernesto Kiteculo, que a visita serve para identificar o tipo de ajuda a Angola necessária para ter o suporte financeiro da sua instituição e colocar o Cuando Cubango ao mesmo nível do Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, países participantes no projeto e já em fase mais avançada.

Anualmente, o banco KFW disponibiliza mais de 300 milhões de euros de crédito no mundo para projectos de conservação da biodiversidade e construção de infra-estruturas privadas.

A ideia é financiar Angola para que o projecto Okavango/Zambeze seja uma realidade e possa contribuir para a melhoria das condições de vida das comunidades que vivem no perímetro do projecto.

O coordenador do projecto Okavango/Zambeze na componente angolana, Miguel Mário Ndawanapo, afirmou que a visita da delegação alemã vai transformar todo um conjunto de iniciativas que está em papéis num facto real, seja de financiamento ou assistência.

O plano de acções para o projecto no país e em particular no Cuando Cubango passa ainda pela organização dos parques nacionais do Luiana (Rivungo) e do Luengue (Mavinga), construção de infra-estruturas sociais, formação de quadros, entre outros serviços de apoio. As informações são do Jornal de Angola.

Fonte: africa21digital.com

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