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Agências de notação de risco prevêem menor crescimento económico de Angola


Agências de notação de risco prevêem menor crescimento económico de Angola

A agência Fitch Ratings prevê que a economia de Angola registe um crescimento de apenas 3% este ano e que a queda dos preços do petróleo possa vir a forçar a revisão em baixa da notação de risco do país, disse a directora do grupo de análise do crédito soberano.

Carmen Altenkirch disse ainda à agência noticiosa Lusa que “o crescimento económico em Angola certamente será menor que o estimado, porque o sector do petróleo vai contrair-se e o sector não petrolífero vai sofrer o impacto da falta de dólares e da redução da despesa pública.”

Estas novas realidades levam a Fitch Ratings a prever que a expansão do Produto Interno Bruto ronde 3%, sensivelmente um terço daquilo que o governo de Angola previu no Orçamento do Estado para este ano – 9,7%.

A analista da Fitch que acompanha Angola disse também que a notação de risco pode ser revista em baixa se o panorama continuar negativo para as autoridades angolanas.

“O impacto na notação depende, em última análise, da forma como o governo vai responder, de como e se são feitos cortes na despesa e se o défice orçamental é limitado”, disse Altenkirch, recordando que a notação de Angola é actualmente de “BB-“ com perspectiva de evolução estável.

A Moody’s, por seu turno, deverá vir a rever em baixa a previsão de crescimento económico de Angola em 2015, que era inicialmente de 5,5%, de acordo com a analista Lucie Villa.

“O impacto da queda dos preços do petróleo vai depender da sua extensão e duração e da produção, bem como dos efeitos dinâmicos do choque em toda a economia, pelo que parece improvável que a nossa previsão original de crescimento de 5,5% em 2015 seja atingida este ano”, disse a analista da equipa da Moody’s que analisa o crédito soberano na região da África a sul do Saara.

A analista acrescentou esperar que a queda nos preços do petróleo, que caíram mais de 50% desde Junho do ano passado, “exerça uma pressão negativa nas receitas do Governo, no orçamento e na balança corrente”, criando dificuldades a uma economia altamente dependente do petróleo, no qual são baseadas mais de 75% das receitas fiscais e que representa mais de 95% das exportações do país.

Fonte: Macauhub

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