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FMI defende eliminação dos subsídios aos combustíveis em Angola


FMI defende eliminação dos subsídios aos combustíveis em Angola

O Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu a eliminação já em 2015 dos subsídios que o Estado angolano despende com a gasolina e a redução faseada, até 2020, das subvenções aos restantes combustíveis, em relatório elaborado por técnicos do organismo.

A recomendação consta de um relatório elaborado a pedido do governo de Angola – que ainda não se pronunciou sobre o mesmo, de acordo com a agência noticiosa Lusa – para assistir tecnicamente a reforma dos subsídios públicos aos combustíveis.

Estes subsídios permitem manter os preços artificialmente baixos e custaram 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) angolano em 2014, mas beneficiam essencialmente as famílias “mais abastadas”, segundo o relatório.

Entre várias propostas, o plano de acção do FMI estabelece a eliminação, já este ano, dos subsídios à gasolina.

O FMI defende também um corte nos subsídios que provoque o aumento do litro do gasóleo dos actuais 60 kwanzas para 65 kwanzas, já este ano e novo aumento é proposto para 2018, para 90 kwanzas, e no ano seguinte, para 120 kwanzas.

Com estas medidas, no âmbito de um plano a vigorar até 2020, o FMI estima que a poupança orçamental líquida resultante da reforma pode chegar a 2% do PIB.

O relatório admite que esta reforma será sentida de forma directa com a redução dos rendimentos reais das famílias e de forma indirecta “como consequência da subida dos preços de outros produtos e serviços”, como alimentos e transportes públicos, cuja produção e distribuição “é fortemente dependente de combustíveis.”

Fonte: Macauhub

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