contact@aopi.org Thursday - December 14,2017

Novo governo, velhos problemas. Chuva tira sono às autoridades


Novo governo, velhos problemas. Chuva tira sono às autoridades

Quatro mil e 250 residências inundadas, 137 residências desabadas, 417 famílias desalojadas e ainda a confirmação de duas mortes, são os danos provocados pelas chuvas que caíram sobre a capital do país, segunda-feira passada, dia 9.

Os municípios de Viana Cacuaco e Belas, são as áreas mais críticos, de acordo com balanço da Comissão Provincial de Protecção Civil de Luanda. O Vice-governador para o se sector técnico, Agostinho da Silva, promete que depois das chuvas, a Comissão, dará solução definitiva aos factores que provocam tais consequências.

"Queremos dar solução definitiva aos problemas, quer da construção de passagem hidráulica. Quer de desassoreamento que será feito em grande dimensão. Isto será atacado futuramente, depois das chuvas", afirmou o governante.

Agostinho da Silva disse ainda que das visitas efectuadas, após as quedas pluviométricas, a comissão de Protecção Civil de Luanda, constatou-se que as zonas mais críticas são aquelas que apresentam "grandes bacias de água e que por sua vez transbordaram".

"Estamos a falar de bacias que estão assoreadas e precisam de ser desassoreadas. Há muitas construções informais em zonas que não há acesso, onde até não possível passar as máquinas para dar resolução de limpeza a essas valas. Então, o grande objectivo da Comissão de Protec- ção a nível da província, com todos organismos é de criar condições para podermos resolver o problema das populações", disse o responsável.

A requalificação de bairros e municípios que capital beneficia é para o responsável do gabinete técnico provincial, uma das amostras para a melhoria da urbe Luandina. "Os nossos municípios são canteiros de muitas obras. Vários bairros estão em requalificação, a Terra Nova, o Palanca, estamos a falar das infra-estruturas integradas de toda extensão de Viana sede. Estamos a falar do município da Quiçama.Portanto, estamos a falar de várias obras quer no domínio mani-viário, quer no domínio da construção de passagem hidráulica. Isto quer seja na periferia e não só", afiançou Agostinho da Silva. Enquanto isso, as ruas da periferia de Luanda, apresentam-se inundadas, com casa submersas em consequência das últimas chuvas.

O cenário que se repete todos anos, apesar de se assistir varias mudança na governação do palácio da Mutamba, está a deixar aborrecidos os populares aflitos. Dona Rita moradora de Cacuaco disse estar desolada com a situação.

"A minha rua está mal, está cheia de água. A pessoa não consegue ir trabalhar por causa da água, nem na escola nem nada. Toda mobília estragou", desabafou. Para Joel Augusto do mesmo município, a situação é crítica, uma vez que "as coisas repetem-se sempre. Isto, não é de hoje, vem acontecendo sempre. Tantas inundações, os moradores estão aflitos que já não sabem, o que fazer", lamentou.

Por fim, Joana Armando, do município de Viana pelou ao governo, a dar solução ao velho problema" das consequências das chuvas. "Estou a falar da vala de drenagem para escoar a águas das chuvas", atirou, a cidadã visivelmente aborrecida. Soluções pontuais Enquanto a população aguarda pela solução imediata dos problemas em época chuvosa, as administrações municipais, minimizam o sofrimento da população sinistrada com "soluções pontuais".

O administrador de Cacuaco Carlos Cavukila disse que a sua administração, esta acudir as populações com bens alimentares e promete, nos próximos dias, distribuir lotes de terra aos populares que vivem em zonas de risco.

"Vamos conceder lotes as populações, e em acto contínuo terá de ser partir aquelas casas. Vamos dar os lotes e não vamos dar mais nada porque as pessoas sabiam que estavam a construir em zonas erradas", avisou o administrador.

Já no município de Viana, onde um total de 800 residências ficou inundada, a administração esta apoiar as famílias desalojadas com chapas, e bens alimentares, segundo revelou a imprensa, o director da unidade técnica comunitária do município, Fernando Binge que reclama da falta de meios para acudir a situação.

"Temos perto de 800 casas inundadas em vários bairros. A situação é bastante crítica. Os meios que temos são escassos. Temos uma moto- bomba -potente, temos dois tractores de sucção, o que é bastante reduzido para acudir o elevado número de inundações de casas registadas", finalizou.

Fonte: Novo Jornal

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