contact@aopi.org Thursday - December 14,2017

Mais de metade dos prémios de seguros ficam por pagar


Mais de metade dos prémios de seguros ficam por pagar

Estudo do sector dos seguros e fundos de pensões promovido pelo regulador mostra que, em 2013, 54% dos prémios emitidos estavam por cobrar. Associação das Seguradoras de Angola desdramatiza, mas reconhece que a questão afecta os resultados. Sector tem crescido, mas são necessários mais seguros obrigatórios e uma verdadeira cultura do seguro e de poupança entre empresas e cidadãos.

Os prémios em cobrança entre as 17 seguradoras que operavam em Angola no final de 2013 ascendiam a perto de 57,8 mil milhões Kz, cerca de 54% do total de prémios brutos emitidos, revela um estudo sobre o sector dos seguros e fundos de pensões realizado pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) e pela PwC. Os 'calotes' têm desagravado nos últimos anos - ascendiam a 71% dos prémios brutos em 2011 - mas continuam a ser um dos problemas no sector.

O documento, divulgado esta semana numa conferência promovida pela entidade liderada por Aguinaldo Jaime e intitulado 'Desafios e Oportunidades - Estudo sobre o Sector Segurador e dos Fundos de Pensões em Angola', assinala que, "apesar do decréscimo, os prémios brutos por cobrar ainda representam uma parcela muito significativa da produção emitida" e assume tratar-se de uma "matéria sensível", que reflecte a "dificuldade que as seguradoras têm em materializar em dinheiro as apólices de seguro".

Manuel Gonçalves, presidente da Associação das Seguradoras de Angola (ASAN), desdramatiza a situação, alegando que "parte destes prémios por cobrar não são reais e resultam de um problema de reconciliação de contas que existe no sector financeiro nacional". Mas, ainda assim, admite que, por vezes, as seguradoras são afectadas.

Fonte: Expansão

COMENTÁRIOS