contact@aopi.org Wednesday - December 13,2017

Dívida pública semanal sobe 20%


Dívida pública semanal sobe 20%

De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto operador do Estado, o banco central colocou entre 30 de Março e 2 de Abril cerca de 7,4 mil milhões de kwanzas em Bilhetes do Tesouro (BT).

Ainda para a gestão corrente do Tesouro Nacional, e no mesmo período, o BNA colocou 2,2 mil milhões de kwanzas em Obrigações do Tesouro (OT). Neste período, as maturidades das OT variaram entre os 2 e os 5 anos, com as taxas de juro a oscilarem entre os 7 e os 7,77%.

No caso dos BT, as taxas de juro cifraram-se, em média, nos 6,78% na maturidade de 364 dias. Soma-se a dívida pública vendida directamente ao público, que ascendeu 4 mil milhões de kwanzas neste período, com as taxas de juro a descerem para 7,64% ao ano, face aos 8,08% da semana anterior.

No total da dívida pública colocada pelo país trata-se de um aumento de 20,3% face à semana anterior, que então se cifrou em 11,3 mil milhões de kwanzas.

O Governo angolano prevê um endividamento público para 2015 a rondar os 20 mil milhões de dólares, a captar também junto de investidores privados. Este endividamento é necessário para garantir o financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, compensando as quebras nas receitas petrolíferas, e distribui-se em partes iguais pelo mercado externo e interno.

O acesso dos investidores privados pode ser feito através de BT, de prazos mais curtos e com taxas de juro que variam entre os 4,5% (a 91 dias) e os 6% (364 dias), num montante total a colocar pelo Estado equivalente a 402 mil milhões de kwanzas.

Igualmente acessível a investidores privados através do BNA estão as OT, com maturidades de 2 a 5 anos, e taxas de juro de 7%, descrita pelo Governo angolano como um dos mais altos retornos do mundo neste tipo de produto financeiro.

O Estado angolano espera arrecadar, nesta componente, mais de 480 mil milhões de kwanzas este ano, apesar da situação económica e financeira desfavorável no país, face à quebra nas receitas do petróleo.

Fonte: Novo Jornal

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