contact@aopi.org Wednesday - December 13,2017

Trabalhadores receiam aumento da cesta básica


Trabalhadores receiam aumento da cesta básica

Embora o executivo prometesse acautelar o comportamento do mercado, trabalhadores receiam que os principais agentes comerciais venham a promover a subida do preço dos produtos da cesta básica.
Segundo a classe trabalhadora, que reivindicou os seus direitos durante a marcha do 1º de Maio, na praça com o mesmo nome, em função do incremento, pelo governo, dos preços dos combustíveis, que originou na subida dos derivados do petróleo, os agentes comerciais vão tender a subida dos preços dos principais produtos o que poderá se reflectir, negativamente, no modo de vida da população, pois “Quando sobe o petróleo, sobe tudo. Porque, se não vejamos: As padarias precisam de combustíveis para produzir o pão, as indústrias precisam de combustíveis para outros e uma série de coisas. Agora se dissermos que mercado não vai consentir, muito sinceramente, não estaremos a ser coerentes”, disse o professor Justo Sangan funcionário público clama por regras no mercado, a fim de evitar que o cidadão seja o principal prejudicado no meio disso tudo. Há quem defenda também um reajuste nos salários da função pública para fazer face à situação, todavia a nossa fonte entende que não é suficiente, “porque quando os preços sobem, ainda que a pessoa tenha um salário chorudo, não consegue fazer nada, porque tudo sobe: o arroz, pão, massa”. Um outro trabalhador referiu que é necessário uma mão pesada das instituições do Estado, para conter a onda de especulações prestes a acontecer na aplicação dos preços dos produtos no mercado. Segundo Bento Santos, na última subida dos combustíveis, verificou-se facto do género, daí a razão de apelar aos órgãos afins no sentido de implementarem políticas que visem banir qualquer onda dessa natureza, caso contrário “o Estado estará a tirar o pouco poder de compra do cidadão”.
Durante a declaração da UNTA, na presença do governador Isaac dos Anjos, ressaltou-se a necessidade de o governo, embora o país esteja em crise, salvaguardar a condição social de trabalhadores que, eventualmente, venham a ser vítimas de despedimento. Joaquim Laurindo, secretário da UNTA, em Benguela, reiterou o desafio da sua organização na defesa dos interesses do trabalhador. Entretanto, a Associação dos Transportes Públicos de Benguela, apelou aos seus associados a não praticarem preços altos, nem agirem de forma isolada pelo que pede que os associados aguardem pelos resultados de um encontro que hão-de manter com as instituições do Estado e prevê-se que do mesmo saia um preço que seja consensual entre a associação e o governo. Não obstante este apelo, a reportagem de OPAIS constatou que grande parte dos taxista amedronta os passageiros com aplicação de tabelas de preços contrárias ao praticado actualmente, alegando como justificação a recente subida do petróleo e seus derivados “nós passaremos a gastar muito com os combustíveis, por isso temos que aumentar”, desabafou um taxista em voz alta.

Fonte: O País

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