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País tem 200 concessões diamantíferas cadastradas


País tem 200 concessões diamantíferas cadastradas

Um documento da Endiama faz o ponto de situação dos projectos de prospecção em actividade, assim como dos projectos de exploração e dos que se encontram em fase de desenvolvimento

O subsector diamantífero nacional integra um total de 200 concessões cadastradas, onde se destacam 18 projectos de prospecção em actividade, 12 em exploração e 4 em fase de desenvolvimento, segundo um documento da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama, E.P.) a que OPAÍS teve acesso.

O documento, intitulado ‘Balanço de Actividades do Subsector Diamantífero 2014- Perspectivas e Oportunidades’, apresentado recentemente no Conselho Consultivo do Ministério da Geologia e Minas (MGM), refere que nos projectos de exploração de jazigos secundários (aluviões) existem 9 concessões, nos jazigos primários (Kimberlitos) 3, existindo 18 projectos de prospecção em actividade, 4 concessões para exploração paralisados com investimentos identificados, uma área cadastrada para a exploração artesanal, assim como 152 concessões paralisadas sem investidores e 5 concessões em mobilização para a exploração.

Por províncias, os projectos de prospecção respeitam à Lunda Sul, Lunda Norte e Malange. Em Malange está em curso o projecto Maúa, em que a mina se encontra em desenvolvimento e cujo investidor é a Socim. Na Lunda Sul está em desenvolvimento um jazigo primário na mina de Tchiuzo, cabendo o investimento à Sociedade Mineira do Catoca. Na Lunda Norte e no que toca ao projecto Lulo, com um jazigo primário e secundário, a mina está em desenvolvimento e os investidores são a Nare/Lucapa Diamond, enquanto a mina de Tchegi, que também é um jazigo primário e secundário, se encontra igualmente em desenvolvimento e tem como investidor a Escom Mining.

No domínio do desenvolvimento geológico mineiro, a Endiama realizou contactos com 13 investidores interessados no subsector diamantífero com destaque para a Alrosa, De Beers, CITIC, Boulle Mining Group, Cosir Angola, Wolf Mining e a CRCC.

Foram ainda cadastrados 654 operadores para o funcionamento de cooperativas de exploração artesanal e semi-artesanal, assim como foram emitidas 135 senhas de exploração artesanal nas províncias do Bié e Malange. Também foram realizados levantamentos das necessidades logísticas e de suporte à actividade artesanal e semi – industrial de diamantes, assim como a identificação do local para o funcionamento das lojas de compra de diamantes.

Produzidos 9 milhões de quilates
Em 2014 a Endiama, EP produziu e comercializou cerca de 9 milhões de quilates de diamantes entre a produção industrial e artesanal. A produção industrial de diamantes contribui com um total de 12 projectos com destaque para Catoca, Cuango e Chitotolo, enquanto a produção artesanal teve a contribuição de 9 empresas, com destaque para a Jestar Diamonds e a Ascorp. A Jestar Diamonds teve uma contribuição de 5% para a produção total, a Ascorp de 3% e a BK de 1%.

USD 1,3 mil milhões em receita bruta
A comercialização de diamantes permitiu arrecadar uma receita bruta de USD 1,3 mil milhões, a um preço médio de USD 148/quilates, revertendo para o Estado, a título de contribuições fiscais, uma receita de USD 98 milhões.

Os principais destinos dos diamantes angolanos, segundo o documento, foram os Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Israel. A produção industrial foi de 8.072.112,22 quilates com um preço médio de USD 125,63, o que gerou uma receita bruta de USD 1.014.096.918,72, tendo os impostos e taxas gerado um valor de USD 86.156.978,88. Já a produção artesanal teve uma produção de 934.506,68 quilates com o preço médio de USD 355,48, gerando uma receita bruta de USD 322.202.648,85 e taxas e impostos na ordem dos USD 11.572.805,69.

Comparativamente ao ano de 2013 e no que respeita à produção vendida em quilates e à receita, registou-se um aumento de 5% na venda de quilates e de 16% nas receitas brutas, influenciadas pela subida do preço em 10%.

Fonte: O País

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