contact@aopi.org Tuesday - December 12,2017

Falta de saneamento em Angola é sinal de pobreza


Falta de saneamento em Angola é sinal de pobreza

Oficial representante do UNICEF na provincia da Huila, afirmou na cidade do Lubango, que a falta de saneamento em todo o país, é sinal de pobreza, que representa um dos maiores desafio para o desenvolvimento humano em Angola.

Paulo Mendes, que falava a margem de um Workshop sobre Saneamento Total Liderado pela Comunidade, (STLC) decorrido na capital huilana, disse que o acesso ao saneamento é uma condição essencial para a protecção da saúde e da dignidade humana.

“Estamos todos de acordo que, o acesso ao saneamento, é uma condição essencial para a protecção da saúde e da dignidade humana, é uma prática simples e chave, que deve constar das prioridades de todos os governos e comunidades, para proteger as crianças e suas famílias dos inúmeros problemas de saúde relacionado com a eliminação segura de dejectos humanos que favorecem a transmissão de doenças diarreicas, entre as quais a cólera, que contribuem para o atraso do crescimento das crianças e o seu enfraquecimento” disse.

Os dados disponíveis sobre o inquécento pratica a defecação ao ar livre, o que promove um risco à saúde e à má qualidade de vida das crianças e da população em geral.

Em relação ao abastecimento de água potável e o acesso ao saneamento, o oficial do Fundo das Nações Unidas para a Infância, (UNICEF) na provincia da Huila, revelou que, este, abrange apenas 12 por cento da população com renda mais baixa, contra os 80 por cento das pessoas no escalão de renda média alta. Paulo Mendes, adiantou que, o desenvolvimento humano depende de alguns aspectos fundamentais que dignificam a vida humana. “O acesso ao saneamento é um direito humano fundamental para a protecção da saúde e da dignidade humana, a higiene e o saneamento, estão entre as formas mais benéficas de intervenções de saúde pública para redução da mortalidade infantil”.

O acesso à água potável, beneficia as crianças, melhorando o seu desenvolvimento físico e mental à longo prazo, acrescentando que, os benefícios estendem-se a toda a sociedade, especialmente as mulheres tanto em termos de saúde, força de trabalho como no desenvolvimento económico.

Para se inverter o quadro, Paulo Mendes, aponta a criação de políticas que envolvam a própria comunidade na resolução do vários problemas de saneamento básico.

“O Saneamento Total Liderado pela Comunidade, STLC, é um bom investimento que pode resolver o problema da falta de saneamento em Angola, é uma iniciativa eficaz e de baixo custo. Gostaríamos de encorajar o Governo Provincial da Huíla em continuar na liderança da abordagem do STLC, assim como garantir que todos os municípios no contexto do combate a pobreza, incluam nas sua linhas orçamentais acções específicas para a implementação da abordagem sobre o Saneamento” concluiu.

Por seu lado, a Vice-governadora para o sector Politico e Social, Maria João Tchipalavela, garantiu que o Governo Provincial da Huíla, vai continuar a prestar o seu apoio a todas as etapas que envolvem o projecto.

O seminário, em que participaram, os Directores Provinciais da Saúde e da Energia e Água e administradores municipais, teve como objectivos específicos; a criação de capacidade para a utilização de ferramentas de planificação e orçamentação de Programa de Saneamento Total Liderado pela comunidade e a partilha de resultados, experiencias, boas práticas e lições apreendidas na implementação do STLC em Angola.

Fonte: O País

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