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Governador do BNA admite «procura ilegítima» de moeda estrangeira


Governador do BNA admite «procura ilegítima» de moeda estrangeira

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Pedro de Morais, admitiu hoje, sábado, 25, em Luanda, que a escassez de divisas pode estar relacionada com o que classificou como ‘procura ilegítima’.

José Pedro de Morais invocou a persistência da procura mesmo quando o banco central disponibiliza maiores volumes de divisas.

‘É verdade que algumas vezes nós injectamos mais divisas no mercado e outras vezes menos, mas a procura não diminui. Face a isto, eu pessoalmente entendo que nem toda a procura de divisa é legítima. Portanto, quando nós praticarmos uma procura legítima não haverá falta de divisas’, considerou o governador, citado pela Angop.

José Pedro de Morais, que falava à imprensa após uma visita parcial à Feira Internacional de Luanda (FILDA/2015) revelou que, para normalizar a situação, o banco central está a preparar uma série de reformas e actuações, assim como um quadro operacional que carecem da validade do Executivo para a sua implementação nas próximas semanas.

O governador do banco emissor acrescentou que, apesar da actual conjuntura e da situação prevalecente no mercado cambial (onde releva a continuada desvalorização do kwanza), é possível falar-se de investimentos, visto que estes têm uma rentabilidade económica e o BNA tem recursos para que viabilizem estes investimentos, além de que deve criar espaços financeiro e cambial para dar às divisas à utilização legítima que elas devem ter.

‘Nós estamos a apoiar estes investimentos que vêm sendo feitos no país’ – reiterou o governador do BNA, afirmando que o sistema financeiro está para ajudar os negócios, uma vez que estes fomentam a diversificação da economia e a entrada para o país de investimentos que resultem num balanço de divisas positivo para Angola.

E os investimentos em Angola, advertiu, devem ser aqueles que no balanço de divisas deixem a maior parte destas moedas no país e não o contrário.

Relativamente à 32ª edição da FILDA, em que a banca e o sector financeiro estão representados em número considerável, José Pedro de Morais resumiu: ‘o que eu acabei de ver é absolutamente fantástico, porquanto, prova a pujança da nossa economia, na medida em que estão representadas no evento empresas valiosas e com grande potencial económico’.

 

Fonte: O País

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