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Angola valeu quase 90% do lucro do BPI no primeiro semestre


Angola valeu quase 90% do lucro do BPI no primeiro semestre

O presidente-executivo do BPI classificou a operação em Angola como "um activo extraordinário", numa altura em que aquele mercado voltou a ser a grande fonte dos lucros do banco. Nos primeiros seis meses do ano, a instituição liderada por Fernando Ulrich conseguiu um resultado líquido de 76,2 milhões de euros. No mesmo período do ano passado, o BPI tinha registado um prejuízo de 106,6 milhões de euros, afectado por custos e perdas não recorrentes no valor de 138,8 milhões de euros.

Nos primeiros seis meses de 2105, 66,9 milhões de euros do lucro, 88% do total, vieram do angolano BFA. O resultado da operação em Angola teve um crescimento homólogo de 43%. Apesar da melhoria do resultado naquele país africano, Fernando Ulrich explicou que "houve um abrandamento no esforço de crescimento e de expansão dado o arrefecimento em Angola fruto da descida do preço de petróleo", o que levou a uma estagnação no número de balcões no país.

Rentabilidade em Portugal é "sustentável"
Mesmo com Angola a continuar a ser a operação mais rentável do BPI, nas contas semestrais ficou reflectido um regresso da rentabilidade em Portugal. Após ter perdido, excluindo efeitos não recorrentes, 17,4 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2014, este semestre o banco conseguiu um resultado positivo de 6,6 milhões de euros na actividade doméstica. "Tudo indica que estamos a crescer em vários segmentos. Esperamos que se comece a notar um efeito positivo ao nível do volume de crédito e uma redução dos custos de financiamento", considerou Fernando Ulrich. E conclui que a "rentabilidade da actividade doméstica é sustentada e vai melhorar nos próximos anos".

OBPI conseguiu ter uma evolução positiva da margem financeira. Cresceu 26,7% para 169,5 milhões de euros, em Portugal, após ter reembolsado totalmente o Estado em Junho do ano passado, deixando de pagar os juros desses instrumentos. Além disto, a margem financeira foi ainda beneficiada pela redução dos custos dos depósitos. EFernando Ulrich considera que existe um "caminho muito interessante na queda do custo de financiamento". Em termos consolidados, a margem financeira aumentou 40% para 331,2 milhões de euros.

Além da subida da margem financeira, o banco fez menos provisões e imparidades para crédito que caíram de 94,1 milhões para 68,7 milhões na actividade doméstica. Nos resultados consolidados, caíram de 100,1 milhões para 86,9 milhões. Já os custos de estrutura na actividade doméstica, que Ulrich considera que serão "um tema muito importante durante muito tempo", desceram 1,1% para 247,1 milhões de euros. Apesar da diminuição em Portugal, no consolidado os custos subiram 5,1% para 333,6 milhões de euros, com o banco a justificar este aumento com a desvalorização do kwanza.

Fonte: Económico

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