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Angola exportou em Julho mais petróleo para a China


Angola exportou em Julho mais petróleo para a China

A China aumentou significativamente em Julho as importações de petróleo provenientes de Angola, o seu segundo maior fornecedor da matéria-prima, em detrimento da Arábia Saudita.
Em Julho, e na sequência da recente evolução do mercado, traduzida na redução do preço do petróleo africano, que está indexado ao preço do Brent, a China aumentou as suas compras de petróleo aos países africanos em 47,5 milhões de barris (6,51 milhões de toneladas), de acordo com estimativas divulgadas a semana passada pela Thomson Reuters.
Ainda segundo a Reuters Reuters o aumento fica-se a dever essencialmente ao reforço das importações de crude angolano pela potência asiática. Em África, Angola é o principal fornecedor de petróleo à economia chinesa, ocupando, em Junho, as segunda posição entre os principais fornecedores da China, logo atrás da Rússia e ligeiramente à frente da Arábia Saudita, de acordo com os dados mensalmente divulgados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) China. Ainda segundo a Reuters, Angola terá exportado em Julho 3,4 milhões de toneladas de crude para’o segundo maior mercado do mundo.
Os analistas da Thomson Reuters consideram que “o grande aumento das exportações para a China em Julho será (para Angola) uma mudança bem-vinda, dado que no primeiro semestre de 2015 havia perdido o segundo lugar para a Rússia,” na lista de principais fornecedores chineses, atrás da Arábia Saudita.
De acordo com as alfândegas chinesas, as importações de petróleo angolano cairam quase 9% no primeiro semestre, o correspondente a 19 milhões de toneladas, enquanto os fornecimentos russos cresceram quase 27% e os sauditas dmais de 9%s
No ano passado, as exportações de petróleo angolano para a China atingiram o seu nível mais elevado de sempre – 806 milhões de barris – enquanto as exportações Sauditas cairam 9% para 989 milhões de barris.
Entretanto, o preço do barril de Brent (petróleo de referência das ramas angolanas), que caiu ontem, pela primeira vez desde Janeiro, abaixo dos USD 50, recuperou ligeiramente na sessão de hoje, mantendo-se acima dos USD 50. Às 15h48 de Luanda o Brent cotava a USD 50,11, registando um ganho de 1,19%, o correspondente a USD 0,59.
O preço do barril de Brent cotou-se abaixo dos USD 50 durante sete sessões em Janeiro deste ano e no período compreendido entre Dezembro de 2008 e Abril de 2009, altura em que chegou a ‘afundar’ até aos USD 36,61, valor registado no fecho de Dezembro de 2008.
O facto de o Hemisfério Norte se encontrar em pleno Verão, com a refinarias dos Estados Unidos a iniciarem um período de manutenção após uma fase de excepcional produtividade, associada aos receios de que a economia chinesa entre numa trajectória de abrandamento e à possibilidade de o Irão reforçar a curto prazo uma oferta já excessiva em mais meio milhão de barris graças ao acordo nuclear a que chegou com a potências ocidentais pode indiciar que a curva do preço petrolífero não irá inverter rapidamente. Os analistas apontam para o início de uma viragem em Setembro ou mesmo Outubro.

Fonte: O País

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