contact@aopi.org Friday - December 14,2018

Sector da indústria prevê um crescimento de 11,2%


 Sector da indústria prevê um crescimento de 11,2%

O aumento previsto, embora seja apenas de 1,2 pontos face a este ano, deve-se ao surgimento, um pouco por todo o País, de unidades industriais, sobretudo nas províncias de Luanda, Benguela e Huambo.

O sector industrial do País deverá crescer 11,2% em 2015, contra os 10% registados este ano, revelou o secretário de Estado da Indústria. Falando na antecâmara da Expo Indústria 2014 - Primeiro Salão da Indústria Angolana, no final da semana passada, Kiala Gabriel notou que o crescimento médio dos últimos anos ronda os 8,7%, enquanto a participação do sector no Produto Interno Bruto (PIB) tem estado na ordem dos 6,5% ao ano.

O aumento previsto, embora seja apenas de 1,2 pontos percentuais face a 2014, explicou, deve-se ao surgimento de algumas unidades industriais, sobretudo nas províncias de Luanda, Benguela e Huambo, que é o segundo parque industrial do País. Para o ano, a indústria têxtil, que o secretário de Estado considerou como um sector promissor, sendo um factor de diversificação da nossa economia, deverá contribuir para o fortalecimento do sector industrial do País.

O processo de reabilitação, modernização e expansão da Textang II, em Luanda, por exemplo, já foi concluído. Nesta altura, adiantou o governante, os seus operadores trabalham na aquisição da matéria- prima, para que em 2015 se arranque com a produção efectiva de tecido. Quando à África Têxtil, em Benguela, as obras de recuperação e modernização terminam no fim do ano e, em 2015, a Satec, no Dondo, deverá terminar as suas obras.

Com a entrada em funcionamento dos dois primeiros empreendimentos, segundo Kiala Gabriel, será eventualmente possível ultrapassar-se a média de crescimento previsto para 2015 nos próximos anos.

Indústria cimenteira

Quanto à indústria do cimento, o responsável afirmou que, actualmente, a procura está na ordem das 6 milhões de toneladas/ ano, sendo que a capacidade instalada ronda os 8 milhões de toneladas/ano, abrindo caminho para a exportação do produto.

A ministra da Indústria, Bernarda Gonçalves Martins, sublinhou que o sector criou, até agora, 65.000 postos de trabalho. A força nacional situa-se entre os 60 e 62.000 trabalhadores.

Adiantou que o Censo da Indústria de Angola (CIANG), que já se encontra na sua etapa final, deverá revelar mais dados sobre o sector. As informações do CIANG vão permitir actualizar dados do cadastro industrial nacional, no sentido de traçar as políticas adequadas para o sector, disse. Acrescentou que, com a finalização deste trabalho, teremos ideias bastante claras sobre o que é que será necessário para se melhorar e alavancar o sector.

De acordo com a ministra, é intenção do seu pelouro elevar o peso da indústria transformadora no PIB, numa altura em que o País caminha para a diversificação da sua economia, deixando de depender exclusivamente do petróleo. Partimos do princípio de que no País já se faz alguma coisa em termos de indústria transformadora, se não formos muito modestos temos feito grandes esforços para melhorar o sector, disse.

Na sua opinião, caso haja avanços significativos no sector da indústria transformadora, será igualmente possível potenciar a criação de postos de trabalho.

Parques industriais

Em relação ao estabelecimento dos parques industriais, a responsável pelo pelouro das Pescas enfatizou Luanda, que acolhe o primeiro parque industrial do País, que tem vindo a ser infra-estruturado na medida do possível.

No município da Catumbela, província de Benguela, afirmou a governante, o Pólo de Desenvolvimento Industrial também tem vindo a ser infra- -estruturado na medida da afectação dos recursos.

Pontualizou que o Ministério estabeleceu algumas prioridades para o desenvolvimento do sector, com a implementação de estudos completos para alguns pólos de desenvolvimento, como os da Caála, província do Huambo do Soyo, Cunje (Bié), Saurimo (Moxico) e Negaje, na província do Uíge. Face a alguns constrangimentos que têm dificultado a afectação de recursos financeiros para o desenvolvimento dos parques industriais de uma só vez, a disponibilização de recursos tem-se feito de forma paulatina, disse.

Entre os parques industriais, Bernarda Martins referiu que o pólo industrial de Cabinda se encontra num trabalho de infra- estruturação bastante acelerado, sendo que até ao final do primeiro trimestre de 2015 estas obras deverão estar concluídas.

Fonte: Jornal Expansão

COMENTÁRIOS